Desabafos sobre ser um preconceituoso musical

Existem milhares de gêneros musicais, que se fazem mais presentes ou não de acordo com uma determinada região. Eu posso gostar de samba/mpb até uma stonerzera cabulosa, fazer buraco no chão com eletrônico ou balançar cabeça de braços cruzados com rap. Não preciso gostar de tudo, mas tem certas coisas na vida que são quase uma obrigação musical você conhecer. Aqueles conhecimentos de mundo, me entende? Não preciso gostar de política, mas preciso estar por dentro do que está acontecendo no meu país e dominar o básico do assunto para estar apto para um debate qualquer, por exemplo. 

Quando eu conheço alguém, o mínimo que eu espero é que essa pessoa tenha um bom gosto musical. Não dá pra conviver com gente que escuta pitbull o dia inteiro e não sabe quem foi Beatles ou a porrada que Pink Floyd representa no universo. Eu posso odiar Nirvana e achar o som dos caras péssimo, mas eu tenho uma noção muito grande da banda e dos integrantes pelo menos. O foda é que o melhor jeito de conhecer o gosto do outro, é deixando ele bancar o dj e colocar o que ele gosta de ouvir pra tocar - o que acontece geralmente é uma das partes perguntar e ficar broxado. 

Esse tipo de preconceito musical é uma escrotidão, assumo. Fazer o quê?! Você pode ficar broxado por eu preferir Beatles a Stones, nunca ter ouvido um funk da Ludmilla - ou já ter ouvido e ter confundido com anitta, porque tudo com duas consoantes me confunde, inclusive meu nome -, e me achar uma união de bizarrice com roqueiragem de mal gosto, tudo bem por mim. Mas em algum momento, se houver um julgamento decisivo no fim dos tempos, eu vou ser salva porque eu cumpri a minha obrigação musical de saber quem foi The Doors e Jimi e Janis e Cyndi, porra. 

O preconceito está no ouvido de quem não sabe reconhecer que existe música boa, que rock não é só essa gritaria escrota e guitarras pesadas que fazem o meu coração tremer de amor. Se as pessoas soubessem a quantidade de sexo, amor, esbórnia e onda que eu já dividi com esse tipinho musical sensacional, e o tanto de gente do mundo inteiro que mergulhou nesse mesmo mar que eu, elas teriam menos ousadia na hora de confundir isso com uma barulheira. 

4 comentários:

  1. Tinha uma época que eu era muito rock'n'roll e odiava tudo que era pagode, sertanejo e blás. Só que logo me senti sozinha e infeliz demais, tive que abrir minha cabeça e foi bom, percebi que não é tão ruim assim (na maioria das vezes) e dá pra ser feliz indo em shows de funk, sabe? Tudo bem, é só respeitar, não prestar atenção nas letras e se jogar, haha
    Mas super te entendo nessa coisa de ALGUMAS PESSOAS precisam ser conhecidas e todos deveriam ter uma mínima noção disso o/


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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  2. Isso me lembra a primeira vez que saímos aqui em JF, depois do lanche, e fomos parar na pracinha com Moneguin. Você falou pra colocar música no meu celular, coloquei e ficamos curtindo as várias vibes que vinham e rolou super identificação. Olha só você me testando e eu nem sabendo! hahahaha
    (Sem mencionar o maluco doidão que surgiu e jurava que conhecia tudo que tocava).

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  3. Conhecer e principalmente saber o que foi a banda naquele recorte de tempo é fundamental! Mas levanto outro ponto: também não adianta saber tudo isso e se achar superior, atacando quem não compartilha do mesmo gosto. Já vi muito disso.
    Hoje em dia ouço até Ludmilla hahahaha

    Beijo <3
    Tribo Alternativa

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  4. Eu tenho um grande preconceito musical e isso restringe todo meu ciclo social. rs
    Adorei o post ( pra variar)
    Beijos

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

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