TWWD - Cropped

Quero pedir desculpas desde já, porque tenho vinte minutos pra fazer essa postagem antes de ir trampar e já viu, né? Esse é o último the way we dress do ano (se você não acompanhou as postagens mensais anteriores, clique aqui e veja todas), e a peça escolhida desse mês combina bastante com esse calor de 40 infernos que anda fazendo, que é o top cropped. Confesso que quando a trend chegou, eu tive todos os pés e o corpo inteiro atrás em relação a ela, mas quando resolvi me arriscar e tentar usar, me apaixonei e hoje perdi a conta de quantos já comprei. Eu decidi montar o outfit de hoje com um conjuntinho lindo que eu comprei recentemente, principalmente porque ele pode ser usado como o conjunto short + cropped ou separado (o que dá muita opção de uso). Achei a estampa floral ideal, já que é outra coisa que também está super em alta e finalizei com tudo aquilo que tem mais a ver comigo - leia-se: cardigan, meia calça, all star, óculos. Sem mais delongas, eu espero que vocês gostem.

Cardigan: Opção - Conjunto: Marisa - Tênis: All Star

OOTD: Adventure Time

Depois de séculos sem postar nenhum outfit, consegui um tempinho no meio da minha mudança para o meu apartamento e tirei as fotos aqui mesmo. Faz mais ou menos uma semana e meia que a parceira Acessório para Meninas me enviou essa legging maravilhosa do Adventure Time, na qual eu estou completamente apaixonada até agora. Minhas notas sobre a calça são: o tecido é super molinho e gostoso, porém não fica transparente no corpo. Quase ficou pequeno em mim, em questão de comprimento, então fica a dica se você for mais alta que eu (tenho 1,75) e quiser a calça.
Eu montei um outfit bem levinho, apesar da blusa/vestido quebrar um pouco todas as cores vivas, e acho que é uma combinação que funciona tanto para sair de dia, quanto para a noite. Sem mais delongas, espero que vocês gostem.
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Blusa/Vestido: Romwe - Cardigan: C&A - Legging: Acessórios para Meninas - Tênis: All Star

Para esse calor: Coque

Confesso que não faço absolutamente nenhuma ideia se coque é o penteado da estação, mas com toda essa massa de ar infernal dominando os meus dias, decidi que seria útil compartilhar por aqui a forma que eu mais tenho utilizado o meu cabelo recentemente. Do coque alto e bagunçado ao cabelo metade solto com um coquinho prendendo a franja, as milhões de formas de arrumar as madeixas assim me conquistaram por completo e me deram a certeza que cabelo solto é só um mero acessório, que a feminilidade tá aí, nos frizz e na realidade do dia a dia, quando não aguentamos o calor na nuca e buscamos por facilidade. 
Escolhi 2 tipos de coques que eu mais gosto, procurei um tutorial de fotos simples na internet (que irei disponibilizar os links no final da postagem) e separei algumas fotos - minhas e de pessoas aleatórias - de inspiração.

1- Messy Bun
 Esse é um dos meus favoritos porque não tem muito segredo e é bem mais natural. O coque bagunçado, como o próprio nome já sugere, tá aí pros dias de luta-dias de glória, onde você não tem tempo pra fazer absolutamente nada, que dirá arrumar o cabelo. Fica super despojado, com aquela carinha de "acordei assim e prendi de qualquer jeito" e, ainda sim, super lindinho.

2- Top Knot
Recentemente é um dos que eu mais tenho usado. Não sei qual é essa minha vibe, mas como eu não gosto muito de prender a franja com grampo e tic tac (porque costuma marcar), eu achei super prático e válido essa maneira. Consiste em deixar a maior parte do cabelo solto e, no topo da cabeça, puxar a franja pra trás com um pedaço das madeixas e enrolar tudo num coque só. Vale prender com aqueles pauzinhos orientais, com caneta, lápis, com tudo que você conseguir e ainda sair com um ar de "tava sentindo calor, prendi a franja mesmo e continuo com o cabelo maravilhoso solto".
 

Se você gosta da ideia e quer praticar alguns coques em casa, clique aqui-aqui-aqui para acessar os tutoriais. Essa é uma postagem em parceria com a Hobby Job.

As tendências nos transformam em cópias.





Passei metade dessa madrugada pensando sobre o que eu poderia postar, já que o blog anda meio mortinho. Sem inspiração, resolvi ir dar uma atualizada no meu tumblr, esse queridinho da minha vida que sobrevive nas minhas mãos há quase cinco anos (se quiserem conhecer, aqui). Nessa brincadeira, vi uma série de fotos das quais já havia visto antigamente e que, dessa vez, me chamou à atenção. Quem tem blog (e quem não tem também), sabe como é vicioso o ato de saber o que está na moda agora e o que não está. A arte de divulgar isso é, na realidade, a prova de que nós somos e nos aceitamos como cópias uns dos outros. Sem querer julgar ou me fazer de "não uso trends", porque uso sim e foi justamente o fato de eu estar inclusa numa massa populacional de gêmeos não idênticos que vestem roupas iguais de cores diferentes, que eu resolvi fazer essa postagem.
Parei pra perceber que hoje em dia é difícil inovar no mundo da moda. Estamos sempre vestindo as mesmas estampas, reciclando tudo aquilo que já foi criado há décadas por outra pessoa e nos chocando com qualquer coisa que fuja desse padrão. Ficamos escandalizados quando algo meio weirdo é jogado na roda, e se ninguém tiver culhão pra aderir e espalhar o poder disso pelo mundo, game over pra sua inovação. Por que é brega usar meia calça do mickey, com blusa xadrez e bolsa de listras? Não é o fato de as estampas não combinarem, mas justamente o "quem disse que elas não combinam?". Estamos tão em busca de nos destacarmos com o que foi lançado, que nos esquecemos que o diferente é que realmente chama à atenção. Não que você precise ser uma alegoria em forma de gente, mas e se quiser ser? Vivo martelando nessa mesma tecla por aqui e não me canso de repetir: A moda só é válida quando você se sente bem com o que está vestindo, independente de ser a trend da vez ou não. A moda só é extraordinária, quando você se sente assim criando a sua própria moda.
 














Feather Earrings



Tenho curtido demais essa pegada meio boho nos acessórios e, depois de mil anos, me re-encantei pelos brincos de pena. Eu sei que tem um pessoal em peso que acha isso coisa de patricinha idiota, porque também achava e não usava pela tosquice que essa moda girava em torno, porém, hoje em dia não tô ligando mais pra quem usa ou deixa de usar - se eu acabar gostando e aderindo, é o que realmente importa.
Acho que os brincos de pena sempre me passaram uma certa leveza e ao mesmo tempo a explosão de cores vibrantes naturais. 


De diferentes modelos, alguns deles nem são feitos com penas de verdade, apenas inspirados nos formatos - nos quais não deixam de serem bonitos -, mas os que eu acho realmente coisadeoutromundo são os que carregam um comprimento longo, penas de cores/tamanhos/formatos diferentes e outros mequetrefes de complemento (como os filtros dos sonhos, as linhas, etc). Uma das coisas positivas desse acessório é a versatilidade que ele carrega em relação aos estilos distintos que o usam. Você pode usar tanto com um outfit mais pesado e ficar lacrante, quanto com um mais leve e ficar super princesa guerreira maravilhosa.
Separei alguns inspirações de como usar esse acessório:

2 acessórios que são úteis no dia a dia e para sair.

Dos meus acessórios favoritos, com certeza os que definitivamente não dá pra sair de casa sem, fazem parte do grupo das bolsas. Cada vez que a gente pisca, se depara com um modelo diferente e se apaixona por uma nova trend. O que mais acontece comigo é tentar encontrar modelos que podem ser adaptáveis para qualquer situação, já que eu não sou nenhuma rich girl que pode comprar uma bolsa pra cada momento da vida.

1-  Backpack
Desde que eu entrei numa vibe de mochilas e descobri que agora os modelos são lindos (e não aqueles trambolhos que os meros mortais costumavam levar para a escola na infância), eu fiquei completamente apaixonada. A verdade é que esse é um acessório para o dia a dia, mas que eu consegui adaptar para as minhas saídas e até prefiro uma mochilinha prática de carregar e que não ocupa as minhas mãos, do que uma bolsa super grande para guardar tudo o que eu preciso.

2- Wristlet
Apesar de ter pouquíssimas bolsas nesse estilo, elas me conquistaram pela versatilidade. Uma vez comprei algo parecido com uma carteira - e que, de fato, eu acabei usando no dia a dia como uma -, mas que em uma necessidade, coloquei uma alça de corrente e se tornou uma bolsa super delicada e prática (porque afinal, só cabe o necessário) para as saídas à noite. 

Essa é uma postagem em parceria com a HobbyJob.

TWWD - Camiseta lisa

Hoje é dia de mais um twwd (se você ainda não viu e/ou não sabe o que é, você pode acompanhar as postagens anteriores aqui), e a peça escolhida desse mês foi a camiseta lisa - que todo mundo com certeza tem alguma, independente da cor. Obviamente, como pessoa que ama cores vivas que sou, escolhi uma camiseta preta mesmo e montei um ootd que reflete super bem em como eu tenho me vestido no dia a dia recentemente. Minha ideia foi mostrar o que eu vivo repetindo por aqui: como menos pode ser realmente mais. Deixei o destaque para as peças estampadas e com cores mais vibrantes (como a mochila, cardigan, all star) e preferi apostar no resto bem básicão mesmo. As fotos foram feitas pelo meu amigo genial e fotógrafo sensacional Bernhard, e uma das coisas que eu mais gostei foi que elas saíram super espontâneas. Sem mais falação - eu trabalho agora, né -, espero que gostem.
 


Blusa: Sammydress / Cardigan: C&A / Legging e óculos: lojinha de 20 conto / Tênis: All Star / Mochila: Hobbyjob

Não deixem de conferir os outros 5 outfits das blogueiras mais lindas:

4 estampas que você sempre poderá usar

Sabe-se há algum tempo, que na moda nada é novo, tudo é reaproveitado-reciclado-renovado. Não nos restam dúvidas sobre isso quando vamos limpar o guarda-roupa e pensamos que "eventualmente isso vai ser tendência de novo", como as saias midi, as top cropped, a famosa e eterna jaqueta de couro. Há inúmeras peças que vivem dando as caras por aí, mas e as estampas? Essas então nos rende ainda mais peças que entram e saem de moda sempre que dá. Pensando nisso, separei quatro estampas que você sempre poderá usar.

1- Xadrez
Entra ano, sai ano, e essa continua sendo a estampa de maior sucesso pra mim. Cai bem em todas as estações, além de hoje em dia vestir estilos que variam do grunge ao romântico século XXI.

2- Floral (com fundo preto)
O floral em si, já é um print que, independente do tempo, vive marcando presença. O floral com fundo preto é ainda melhor, pois graças a base escura, é ainda mais fácil combinar com outras peças e/ou fazer um mix de estampas.

3- Listras
Além da famosa ilusão de ótica que essa estampa oferece (engorda-emagrece), o básico dia a dia e a modernidade andam lado a lado. As listras são uma opção mais neutra, despojada e simples.

4- Onça (animal print)
Foi-se a época de que isso era coisa de perua. O animal print, em especial da onça, marca uma presença forte durante as estações mais quentes e ganha cada vez um público maior, despojado e elegante.

TWWD - Estampa Floral

Como todo mês, outubro não seria diferente e chegou a vez da sexta postagem do projeto The Way We Dress (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), e a peça escolhida desse mês foi bem ampla, porque como vocês já repararam pelo título, selecionamos dessa vez a estampa floral. Pela primeira vez, as fotos foram feitas a noite, pelo Lucas da Hobby Job - projeto/marca que firmei parceria como contei no último post -, e eu escolhi uma combinação super basicona mesmo. Ah, pra quem ainda não viu, não se assustem com a mudança repentina na cor do meu cabelo.

 


Cropped: C&A / Saia: C&A / Jaqueta: C&A / Bolsa: Hobby Job  

Não deixem de conferir os outros 5 outfits das blogueiras mais lindas:

If you like it, wear it!

Para quem não sabe, o La Diabolique firmou parceria com uma nova marca e proposta chamada Hobby Job, onde você pode conferir entrevistas, dicas gerais - variando de livros, filmes, música, moda, etc - e a minha série de postagens todas as quintas-feiras, começando hoje (09/10). Resolvi fazer uma postagem de apresentação mesmo, pra expor o que eu pretendo propor por lá.


Se me perguntassem há seis anos o que é moda, provavelmente eu me arriscaria dizendo alguma baboseira sem sentido. Hoje em dia, quando penso nessa pergunta, me aventuro a responder que moda é um padrão introduzido na sociedade com influência gigantesca de criadores, lançadores de tendências - que em alguns momentos nem são tão boas assim; um conjunto de opiniões que se concretizaram e se espalharam rapidamente de alguma forma. Moda é uma questão de opinião, e não há ninguém isento desse padrão, por mais que você se ache excluso dele. O que eu descobri de seis anos pra cá,é que a minha opinião nesse universo consumidor é importante. É graças ao que eu penso e como eu me sinto em relação ao que eu visto, que tudo continua girando e funcionando (quase) perfeitamente. Quando escolho abordar temas sobre esse mundo, automaticamente me permito a abrir um leque de possibilidades infinitas, porque a forma como eu expresso a moda pode (e é) totalmente diferente de como você o faz, e é disso que eu realmente quero tratar. Quero que fique estabelecido que não faço da minha opinião algo supremo e que todas as contrárias são mais do que bem vindas. Quero que você pare e pense por qual motivo você deixou de usar aquela blusa que você ama, só por vergonha do que os outros iriam cochichar sobre na rua. Quero que seja esclarecido que, tudo que for dito, postado, lançado, criado, é uma opção. Nada é imutável, tudo se torna adaptável ao seu gosto e a sua personalidade. Nada é mais importante do que você se sentir confortável consigo mesma, e é disso que a moda deveria tratar, não é?! É dessa possibilidade que me sinto bem em criar, é desse prazer que espero encontrar todos os dias: descobrir quem você é e se expressar da maneira que você deseja, encontrar seu ponto de apoio no mundo e mesmo assim preferir saltar. Moda é o que você quer que ela seja, e se misturar mil estampas e tonalidades diferentes é o que você quer, então por que não?! If you like it, wear it!

O erro da homofobia.

Se você veio até aqui tentando descobrir o que raios você faz de errado sendo um homofóbico, tudo que eu posso começar dizendo é: você é homofóbico. Seu erro é exatamente esse.
Não é de hoje que nós presenciamos casos de violência com homossexuais exclusivamente pelo fato de eles gostarem do oposto que nós. Convenhamos que esse é o motivo mais ridículo de todos. Depois de tanto fazer mini comentários em compartilhamentos do facebook, resolvi que era a hora de juntar a minha opinião e fazer uma postagem esclarecedora sobre esse assunto, dividindo-a em dois itens:

1- Respeito
Se ciclana gosta de mulher, fulano de homem, beutranis dos dois, o que eu tenho a ver com isso? Se eu sou heterossexual porque nasci assim, por que eu deveria me achar no direito de julgar o homossexual como doente se o mesmo também nasceu assim? Por que eu poderia me dar ao luxo de pensar que esse é um problema, uma deformidade, uma aberração? Das únicas coisas que eu tenho direito sobre esse assunto, a principal delas é que eu posso escolher não querer reproduzir o ato, porém algo no qual eu tenho dever é, acima de tudo, entender que não tenho o que aceitar ou gostar, preciso respeitar. O que os outros escolhem fazer, ser, querer na vida deles, é um problema exclusivamente dos outros.

2- Preconceito - Casamento Gay - Adoção
Ninguém é livre de preconceitos, entretanto ele se torna ainda mais inaceitável quando você se acha apto para agredir verbal ou fisicamente, matar, excluir, limitar o outro por coisas que você optou não fazer/ser na sua vida. Eu acredito e sigo a seguinte frase: "O meu limite começa, aonde o do outro termina". Se não interfere na minha vida, vou prejudicar o outro pra quê? Vou impedir duas mulheres ou dois homens de se casarem por qual razão? Foda-se o convencional, esse termo é só mais uma coisa relativa como todas as outras coisas na vida. Se tem tanta criança abandonada querendo carinho, amor, lar, comida, estudo, por que raios um casal de gays dispostos a oferecerem isso e um mundo inteiro não são aptos para o fazer? Quem aqui acha que é deus ou uma força superior para determinar se alguém, a partir da opção sexual, se torna apto para alguma coisa? Pois é, ninguém é.

Eu poderia estender essa discussão em milhões de outros itens, mas fica claro que isso é apenas uma questão de respeito. Você, heterossexual, não é limitado pela sua opção sexual, mas gostaria se fosse? Quando somos crianças, aprendemos o conceito de empatia, vulgo "não fazer com os outros o que nós não gostaríamos que fizessem conosco", então se você espera que te respeitem e te tratem de forma digna, faça o mesmo com os outros. No fim das contas, somos todos feitos do mesmo pó que se arrasta por uns anos até ser comido de novo.

Tenho tatuagem bruta e ainda sou feminina.

Recentemente tenho presenciado com mais frequência um tipo de pré julgamento e conceito muito escrotos. Foi-se o tempo que tatuagem era coisa de bandido, e mesmo assim, ainda é um tema que carrega dificuldades de inclusão em diversas áreas da sociedade. O assunto fica ainda mais delicado quando uma mulher aparece pelas ruas com uma tatuagem mais pesada rabiscada na pele, e é obrigada a ouvir tipos de comentários como "mas não é muito grande?", "você não acha bruta demais?", "você vai acabar perdendo a feminilidade". Por favor, peço encarecidamente desde já que vocês parem com isso.

Desde os meus onze anos, eu sou fascinada por modificação corporal. Um ano depois, eu falava com toda certeza do mundo que a minha ideia era tatuar pelo menos 70% do meu corpo. Aos quatorze anos, eu fiz a minha primeira tatuagem, e não foi florzinha, três estrelinhas na nuca ou uma cereja nos peitos - foi um rabisco de dois palmos e meio na minha perna, oldschool e pesadíssimo. No meio desses anos, fiz mais algumas e, aos dezoito, praticamente fechei meu antebraço com treze morcegos (lembrando que a tatuagem ainda nem está finalizada e já é consideravelmente espaçosa). Alguma dessas experiências me tornaram menos feminina? Não. Se eu tiver que brigar, gritar, ser bruta, bater, xingar, rodar a porra da baiana com alguém, eu vou e isso é independente das tatuagens que eu carrego no corpo. Se eu sentir necessidade de levantar do meu troninho do universo feminino e ser um pouco macho, eu reafirmo que irei. 

O problema não para só quando eu escuto esses comentários, mas quando eu vejo o preconceito escancarado com uma mulher que tem uma tatuagem bruta e a falta dele com alguma que escreveu Clarice Lispector na clavícula. Estamos em pleno século XXI e é cômico como a mentalidade alheia demora a evoluir certos conceitos. A vontade é de deitar em posição fetal e chorar de vergonha das pessoas por reproduzirem incansavelmente esse tipo de pensamento. É preciso ter noção que a casca de alguém não é o que faz de um ser humano uma "maria homem" ou um "viadinho" - e aliás, que termos desprezíveis -, e que a minha ou a tatuagem bruta de fulaninha, não interferem em nada os conceitos que a gente criou com o passar dos anos e que evoluíram independente do nosso físico. 

E se você se perguntar ou me perguntar mais uma vez por qual motivos meu rabisco é muito grande, bruto e aparentemente masculino, eu vou te responder com todas as letras "porque esse é um problema meu" e não vou estar nem sendo grossa, vou partir do conceito que esse aqui é o meu corpo e eu coloco nele o que eu bem entender. O seu direito de reclamação só começa a partir do momento que eu te forçar a colocar algo no seu, e torça muito pra não ser a marca dos meus dedos por todo esse aborrecimento.

OOTD: Top Cropped + Long Lace Skirt

Tô com esse outfit pra postar tem um tempinho, acontece que tava tirando umas férias forçadas daqui e acabei só conseguindo editar as imagens e fazer as montagens hoje mesmo. O que dizer dessa saia que mal vi na arara e já considerei pacas? Tive que comprar, né. Esse tecido de renda transparente por cima com vários desenhos e detalhes super me ganhou de primeira e eu já tava bem loucona por uma saia longa que fosse de cintura alta. Esse cropped vocês já conhecem, que eu também fotografei com uma peça inferior que fosse de cintura alta, porque né não gosto de pagar umbiguinho. Quem me segue na fan page (aqui), sabe como eu fiquei apaixonada por esse óculos que eu ganhei de presente, então finalizei o outfit com ele. Sem mais delongas, espero que gostem.

Top Cropped: Flávia Costa / Saia: C&A / Óculos: Presentinho da Giovana